quinta-feira, 29 de maio de 2008

UMA NOITE NO HOSPITAL...


Não sei quem é que organiza as rondas dos hospitais, mas vou te contar, essas pessoas são péssimas na logística da coisa! Para mim é muito simples: todos os medicamentos deveriam ser ministrados até no máximo meia-noite e os procedimentos de rotina só deveriam começar a partir das seis horas da manhã. Isso garantiria, pelo menos, seis horas de sono, mais ou menos decentes, para pacientes e acompanhantes, já que os medicamentos são administrados de seis em seis horas ou mais! Salvo raras exceções, o que não é o caso do meu pai, por exemplo!

O véio Saul está internado faz seis dias - e ainda vai ficar, no mínimo, mais sete dias - e eu tenho dormido com ele dia sim, dia não.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: É impossível uma pessoa permanecer sã, bem-humorada, atenta, racional, disposta e alegre depois de dormir duas noites seguidas num hospital. Por isso eu e Alessandra temos nos alternado à noite, e minha tia Altiva e Alessandra alternam durante o dia. Meu irmão está com uma gripe terrível e não pode ficar com meu pai, por enquanto.

Bem...o problema já começa com aquele sofá-cama, que não é dos mais confortáveis, mas se fosse só isso, tudo bem. O problema é o entra e sai do quarto, que não deixa nenhum cristão ter um sono tranqüilo e reparador.

Vou tentar relatar o mais fielmente posssível a SAGA DE UMA DAS NOITES NO HOSPITAL:

Ontem cheguei lá por volta das 20:30. Vi um pouco de TV, li um pouco e fui "tentar" dormir por volta das 23:00.

Primeira visita da enfermeira (que eu presenciei), às 21 horas: para levá-lo para fazer um raio X (isso mesmo! Raio X às 21 horas!). E o "raio", do raio X, não é no quarto, óbvio! Meu pai teve que se deslocar até uma sala especial para isso que fica lá no fim do mundo do hospital; Tira meu pai da cama, coloca na cadeira de rodas, coloca o oxigênio, vai até o local, tira as chapas, coloca meu pai a cadeira de novo, retorna com ele para o quarto. O procedimento demorou aproximadamente 20 minutos.

Segunda visita da enfermeira, às 22 horas: para medir a pressão arterial, saturação de oxigênio e taxa de glicemia;

Terceira visita às 22:30: para administrar doses de três medicamentos orais que ele está tomando;

Imaginando que não teria mais visitas, às 23:00, achei que essa era uma boa hora para desligar as luzes e "tentar" dormir...

LEDO ENGANO!

Às 23:30 surgiu a enfermeira para uma quarta visita: nebulização! (o problema do meu pai é respiratório). Esse procedimento durou aproximadamente 20 minutos. Tentei dormir, mesmo com o barulhinho. Consegui. Depois do que me pareceu apenas 1 minuto, após ter pegado no sono pesado, acordei com a porta sendo aberta e as luzes acesas. Olhei para o relógio do meu celular: 00:47! Puta que pariu!!!!! O que mais ainda faltava fazer no pobre do meu pai, que, coitado, também não devia estar conseguindo dormir? Descobri: Aplicação de uma injeção anti-coagulante (se é que não estou enganada! É uma que é dada na barriga e dói "como o quê", segundo o véio Saul). A essa altura já estava me perguntando se as visitas eram de hora em hora...mas não quis ser indelicada com a enfermeira. Coitada tá lá dando o plantão dela! (suspiro). É, eu tento ser compreensiva!

Enfim consegui dormir algumas horas...até que ouvi meu pai me chamar para pegar o papagaio (aquele treco que os homens usam no hospital para fazer xixi, as mulheres fazem num treco chamado comadre - ainda vou pesquisar a origem desses nomes!). Olhei no relógio do celular novamente: 3:12. Mas aí é justo, o "véio" precisava de um "xixi break". E eu também! :)

Ainda bem que não foi a enfermeira, àquela altura acho que a minha compreensão com a classe delas já estava indo para o brejo!

Voltei para meu "confortável" sofá-cama e, poucos "minutos" após adormecer (pelo menos assim me pareceu!), ouvi um BOM DIA alegre e saltitante: era mais uma enfermeira. Daquela vez, para tirar sangue! Que horas??? 5:23!
Porra! (desculpem-me pelo linguajar, mas foi exatamente assim que pensei!), se a "pindoba" do café do paciente só chegaria depois das 7:00, porque o diabo do exame de sangue tinha que ser tão cedo??? (ui! azeda, azeda, azeda àquela altura do campeonato! Mas...só "pensei", nada falei! Eu sei, eu sei...vários pacientes, poucas enfermeiras...continuo tentando ser compreensiva com a classe, afinal de contas elas são muito profissionais, educadas e tratam meu pai como um rei!)

Virei para o lado e adormeci (tenho a sorte de conseguir dormir de novo, pelo menos!).

Às 6:31 entrou o rapaz para recolher o lixo do banheiro (isso é realmente necessário tão cedo?!?!?!?!). Barulho e luzes acesas novamente. Apelei para a paciência de um Dalai-Lama! Nada!
Mas consegui pensar: tadinho dele (rapaz que foi recolher o lixo do banheiro), trabalha literalmente no lixo e eu aqui querendo reclamar...ainda bem que guardo os pensamentos comigo, ou divido com vocês, aqui no blog. :) Melhor que descarregar em quem não tem nada a ver com isso e só está fazendo o seu trabalho honesto.
A essa altura minhas costas doíam, meu humor não estava dos melhores, já estava completamente acordada, mas ainda me sentia cansada, e por isso permaneci deitada. Não zen, mas, ao menos, uma verdadeira guerreira do sono, tentando mais um cochilo antes de começar mais um dia de trabalho e preocupação.

Às 7:23 entra a moça do café: mais um BOM DIA esfuziante! Mais uma vez eu acordei. Já perdi a conta de quantas vezes foram. Decidi, pelo bem da minha sanidade mental, que deveria levantar, não dava mais! Sempre acordo de bom-humor, mas após essas noites que passo no hospital, acho que sou capaz de "rosnar" até para o Brad Pitt se ele tentar me dar um "bom dia, flor do dia"!

Se vocês acham que a maratona acaba aqui...hahahahaha...antes fosse!

Levantei, arrumei o sofá-cama. Dobrei os lençois. Escovei os dentes, lavei o rosto, vesti uma calça, prendi o cabelo. Dei o café do meu pai e desci para tomar o meu. Voltei para o quarto, peguei minhas coisas, me despedi do meu pai (demonstrando bom-humor, afinal de contas já bastam os problemas de saúde dele) e fui buscar minha tia (para ficar ficar com ele durante o dia). Peguei minha tia, deixei ela no hospital e cheguei em casa por volta das 8:45. Tomei um banho, lavei o cabelo, sequei o cabelo, me arrumei: vestido, salto alto, perfume, maquiagem (tentando disfarçar as olheiras e melhorar a "careta") e tylenol (a cabeça estava explodindo) - às vezes dá um trabalho danado tentar ser mulher, profissional, filha, equilibrada, amiga, querida, boa motorista, vaidosa, penteada, cheirosa e mais ou menos normal!!!! :)

Por volta das 9:30 saí de casa, viajei 70 quilômetros até Pojuca (nem sei como não dormi no volante...como diria minha saudosa mãe: "é Deus que toma conta!"). :)
Trabalhei. O almoço, se é que posso chamar assim, foi uma pausa de 15 minutos para comer um pastel de bacalhau com suco de lima (nada além disso desceria no meu estomago).
Voltei para Salvador por volta das 17 horas (dirigi mais 70 quilômetros) e fui direto para o hospital.
Peguei minha tia, deixei em casa. Voltei para o hospital (gastei mais ou menos uma hora nesse percurso devido ao fluxo de veículos nesse horário - óbvio que fiquei irritada com o trânsito, a cidade está caótica, cada dia pior!). Fiquei um pouco com meu pai, conversamos, até que Alessandra chegou (UFA! Hoje a maratona noturna é dela! Tadinha!). Cheguei em casa perto das 20 horas. Cansada!
Em casa, tomei um banho quente, coloquei minha camisola, tomei um copo de leite (não tive ânimo para comer mais nada - acho que perdi uns dois quilos nesses últimos dias! - mas não reclamo, estava mesmo precisando perder uns quilinhos, só não precisava ser necessariamente com esse tipo de "dieta"...a famosa dieta da preocupação!).
Enfim, sentei no computador para dar um alô para os amigos e dar notícias aos familiares sobre meu pai. Conversar com pessoas queridas ajuda a equilibrar o humor e manter (?) a sanidade mental, ao menos dentro dos limites da normalidade. :)
E agora eis-me aqui: compartilhando com vocês a saga de uma filha, tentando, dar assistência ao seu querido pai no hospital e as agruras que sofrem, pacientes e acompanhantes, que passam as noites nesse tipo de estabelecimento (e é um hospital particular, muito bom, por sinal! Não quero citar nomes, mas fica na Graça). ;)
É nesse momento, que mais uma vez eu me pergunto: como é que meu pai consegue gostar tanto de ficar internado?????

E essa, queridos amigos, tem sido minha rotina nessa última semana, dia sim, dia não, porque, como disse lá em cima, se eu passasse duas noites, SEGUIDAS, como essa era capaz de cometer um assassinato! :)

E não pensem que sou marinheira de primeira viagem...sou macaca velha em jornadas noturnas hospitalares (já acompanhei minha avó, minha mãe e meu pai - esse último, várias e várias vezes!). Mas, DEFINITIVAMENTE, nunca me acostumo!

Vou deixar na caixa de sugestão do hospital o singelo pedido:

POR FAVOR: NOS DEIXEM DORMIR, PACIENTES E ACOMPANHANTES, AO MENOS DA MEIA NOITE ATÉ ÀS SEIS DA MANHÃ, SEM INTERRUPÇÕES!
Mas sabe que foi bom escrever sobre isso aqui no blog? Relatando minha saga confesso que só consegui achar graça da minha impaciência! :)

Agora preciso dormir. Desculpem os eventuais erros de pontuação e português, mas não tenho forças para corrigir nada agora. Meus olhos já estão pesados. Preciso realmente dencansar. E dessa vez vou dormir bem, na minha cama gostosa, meu quartinho escuro, silencioso...hummmm...que paraíso! Nem acredito! :)
Boa noite! :)


segunda-feira, 26 de maio de 2008

COMO É BOM TER AMIGOS!



Bom...fora o susto do sábado com meu pai, o feriadão de Corpus Christi me trouxe dois presentes maravilhosos: a presença, aqui em Salvador, de duas amigas queridíssimas: Anna (de Floripa) e Sylvia (nascida em Curitiba, baiana de coração, mas morando atualmente na Cidade Maravilhosa).
Anna ficou lá em casa e foi uma farra. Mesmo ela tendo o péssimo hábito de acordar com as galinhas, às 7 horas da manhã. PQP! Em pleno feriado isso lá é hora de uma pessoa normal acordar???? No primeiro dia tive uma enorme dificuldade, mas depois até que fui acostumando. :)
Ela e Sylvia adoram praia. Eu detesto. Não gosto da sensação do sol queimando a minha pele, muito menos daquela areia toda. Vixe! Definitivamente praia não é o meu programa ideal.
Sylvia até conseguiu ir à praia no sábado, já que ficou hospedada da casa de Lillyan, uma adoradora do mar (Lillyan é uma amiga recente, que Sylvia me apresentou, mas que também mora no meu coração). Estamos nós quatro na foto lá de cima: eu, Sylvia, Lillyan e Anna.
Como Anna estava hospedada na minha casa, ao invés de praia, teve mesmo que encarar uma patinação no gelo! :)
Adoro minha amiga Sylvete também. Adorei revê-la, sair com ela, conversar, rir e chorar, mas como Anna estava lá em casa, ficamos mais grudadas, saíamos praticamente o dia inteiro juntas. Matamos a saudade, falamos muiiiiiiiiiita besteira, fizemos muita piada e aprendemos muito uma com a outra.
Eu sou muito chata, e tenho consciência disso, mas, não sei como, Anna gosta muito de mim...se vacilar acho até que ela me admira! Não sei porquê, talvez por eu ser alguns aninhos mais velha do que ela, poucos, diga-se de passagem! :)
Mal sabe ela o quanto EU A ADMIRO!
A gente se dá tão bem, que quando ela foi embora, no sábado à noite, ficou faltando algo lá em casa! Parecia até que ela já fazia parte da rotina.
Queria muito que ela morasse aqui em Salvador de novo!
Eu nunca tive irmã. Só tenho um irmão, que eu adoro, por sinal! Mas ele é homem, não dá para pedir blusa, sandália ou perfume emprestados!
Aliás, um dia vou escrever um post falando como é "brando" o meu irmão Brando e sobre o quanto eu o admiro e como nos damos bem. :)
Mas, voltando à minha amiga Anna, foi realmente ótimo ter alguém com quem conversar no carro voltando de madrugada para casa, falar bobagens antes de dormir, pegar roupa emprestada, fazer maquiagem, trocar sapato, encher a paciência uma da outra, repetir a mesma piadinha ridícula, que só nós duas entendíamos, duzentos e oitenta e oito vezes. Enfim, essas coisas simples, mas que fazem um bem danado para nossa alma!
Foi muito bom contar a ela a estória do meu coração partido, durante quase duas horas, e ela ficar escutando, mesmo morrendo de sono e ela ainda conseguir sentar do meu lado, quando liguei o computador, às três da manhã, só para ilustrar a conversa, mostrando a foto daquela "fulaninha" que agora está, de novo, com aquele "alguém especial", que às vezes, mas só às vezes, eu ainda queria que estivesse comigo! E o melhor: saber que ela consegue entender exatamente o que eu sinto, e a minha sensação de posse!

É como diria aquele comercial da Mastercard: certas coisas não têm preço! E a minha amizade com Anna é assim: não tem preço!

Ela me ligou faz umas duas horas e disse:
"Poxa, eu estou sem computador hoje e não vou poder entrar no MSN. Mas como é que ia dormir sem falar com você, se passamos os últimos dias dormindo no mesmo quarto, enchendo o saco uma da outra, fazendo piada e rindo de tudo e de todos? Já tinha me acostumado".
Daí eu respondi:
"Eu também. Estou morrendo de saudades e ontem quase fiz um boneco de travesseiros, na cama que você dormia, só para fingir que você ainda estava lá!" :)
Eu poderia passar horas escrevendo sobre o quanto foram divertidos esses últimos dias, mas vou terminar esse post com uma frase que li no MSN de Sylvia, amiga querida do meu coração, que também ajudou a colorir esses últimos dias:
AMIGO É TUDO NESSA VIDA!

"HOSPI"TAL ou "SPA"TAL?!?!?


Meu pai é realmente uma figura raríssima! É o único ser humano, ao menos que eu conheço, que ADORA ficar internado em hospital. É sério! Enquanto a maioria dos pacientes fica IMpaciente para receber alta, meu pai prorroga a dita "alta" o quanto puder! Mesmo sabendo de todos os riscos de infecção hospitalar, entre outras coisas.
Sábado tomei um susto danado, já estou acostumada às crises respiratórias dele, mas nunca tinha visto meu pai como desta vez: ele não conseguia andar e nem falar!
A crise aconteceu por volta das 15 horas. Alessandra (minha fiel escudeira, que mora lá em casa há mais de vinte anos) me ligou informando que já havia chamado a VitalMed e que a médica queria falar comigo. Percebi que algo realmente não estava bem, ela então me informou que iriam removê-lo para um hospital, pois já haviam dado duas injeções de corticóide, feito duas nebulizações e nível de saturação do oxigênio continuava baixo (a propósito, meu pai fumou por mais de 50 anos, parou há aproximadamente 8 anos e sofre de DPOC - doença pulmonar obstrutiva crônica (em estado avançado) ou enfisema pulmonar!
Fui "voando" para casa e ainda tive tempo de seguir com ele na UTI móvel.
Ele chegou muito mal no hospital e pela primeira vez, em uns oito anos de conversas com médicos - por conta dos vários internamentos do meu pai e da minha mãe - eu não consegui falar com o plantonista (por causa do choro). Simplesmente não consegui segurar as lágrimas.
Acho que andei sufocando tanto minhas emoções que no sábado jorrou tudo.
Tive a impressão que meu pai não aguentaria aquela crise.
Ele ficou umas duas horas na emergência até que o médico informou que ele teria que ser encaminhado para a UTI, pois seu estado era bastante grave. Mais choro! Ao chegar na UTI outro médico nos informou que ele ficaria por lá, NO MÍNIMO, dois dias.
A essa altura eu já estava arrasada. O pior é que na UTI o paciente não pode ter companhia, só recebe visitas duas vezes por dia e com duração de uma hora cada uma (11h às 12h e 16h ás 17h). Meu pai ficou assustado e temeroso, ele gosta de QUARTO de hospital, mas não de UTI!
No dia seguinte, domingo, fui até o hospital visitá-lo no horário permitido: 11 horas.
Ao chegar na recepção da UTI, para pegar o meu crachá, fui informada que ele tinha recebido alta e que iria para o quarto ainda pela manhã.
Como assim?!?
O médico não havia dito que na melhor das hipóteses ele passaria dois dias na UTI?!?
Que reação imediata foi essa? !?!?
Pois bem, são coisas do "véio Saul". :)
Acho que se ele não tivesse fumado, tanto, teria uma saúde de ferro e viveria uns 120 anos! Acredito que ele se recuperou rapidinho para ser transferido para o local onde realmente gosta de ficar quando está no hospital: o quarto!
Entrei na UTI e, mesmo já sabendo da "alta", levei um susto com a diferença da pessoa que eu havia deixado na tarde anterior e a pessoa que eu encontrei naquela manhã. Meu pai era outro. Inclusive completamente diferente do que estamos acostumados a ver em casa (pelo menos nos últimos anos): sorumbático, deitado na cama o dia inteiro, com o quarto às escuras, mal abrindo os olhos e conversando pouquíssimo.
Apenas um parêntesis: meu pai era muito bem-humorado, conversador e brincalhão. Ele ficou meio deprê faz uns oito anos, quando descobriu que tinha enfisema. Depois ele parou de fumar, de beber e foi ficando cada vez mais triste. Com a morte da minha mãe, há um ano e nove meses, a situação piorou muito!
Ou seja, cheguei na UTI, menos de 24 horas depois de deixá-lo em um estado lastimável para encontrá-lo falante, piadista e alto-astral.
Isso sempre acontece quando ele está no hospital. Acho que ele se sente seguro cercado por médicos e enfermeiras.
O engraçado é que meu irmão foi conversar com o médico, pneumologista, e pedir uma ajuda para a crise de depressão que meu pai está passando e ele respondeu: "Depressão??? Como assim? Seu pai não apresenta quadro de depressão!"
Não é a primeira vez que isso acontece.
Há uns oito meses levei meu pai numa psiquiatra, já que ele andava muito desanimado, não saía de casa, nem da cama, não conversava...enfim: um morto-vivo! Quando ele chegou no consultório parece que baixou o "santo do caboclo conversador e sorridente". Ele não parava de falar, sorrir e interagir com a médica. Eu olhava espantada para meu pai, pois em casa ele age completamente diferente. Resultado, ela me disse: seu pai não tem quadro de depressão! Eu contei a ela como ele ficava em casa, mas ele disse para a médica que ia melhorar, seguir todas as orientações dela, inclusive aumentar a dose do anti-depressivo e voltar lá no mês seguinte.
Ele nem seguiu as instruções e nem voltou no mês seguinte. E eu não tinha como obrigá-lo. Quem conhece meu pai sabe como ele é: finge fazer o que todo mundo pede, mas na verdade só faz aquilo que ele realmente quer.
Detalhe: meu pai detesta psicólogos e psiquiatras. Esses ele não gosta de visitar. Acho que por isso o ""santo do caboclo conversador e sorridente" baixou tão rápido! :)
Preciso que os médicos façam o diagnóstico, in loco, lá em casa, porque descobri que meu pai é um artista, a Globo está perdendo um grande talento. :) Na frente dos médicos ele é outra pessoa. E nós, eu e meu irmão, passamos por malucos, exagerados e filhos desnaturados, para dizer o mínimo!
Estou nesse momento no quarto do hospital, pois vou dormir aqui essa noite. Agora ele já está dormindo, mas quando cheguei ele me contou as notícias do jornal, o que conversou com meu irmão, que veio visitá-lo mais cedo, como foi a tarde e sobre as visitas que recebeu.
Lá em casa eu puxo conversa, mas o asunto nunca rende tanto.
Enfim: ele está ÓTIMO - de astral pelo menos! Ele continua com a infecção respiratória, mas o quadro está controlado e o médico disse que, provavelmente, ele vai assisitir o jogo do Vitória, no domingo, em casa!
Não o vejo tão bem há meses: conversador, bem-humorado, animado e só posso atribuir isso ao efeito que o "SPA"TAL causa nele. Isso mesmo: SPAtal! Porque para ele isso aqui está mais para SPA do que para hospital!
Estou pensando até em perguntar se eles não alugam um "puxadinho" lá no quinto andar, com vista para mar, para meu pai morar aqui.
Para ele seria o paraíso!

terça-feira, 20 de maio de 2008

FAÇAM SUAS APOSTAS!


Sempre gostei de jogos, principalmente os de tabuleiro, tais como: Imagem e Ação, Academia, Perfil, War, entre tantos outros.
Gosto de jogar cartas também, mas é mais raro e os jogos não variam muito: canastra ou buraco.

No último domingo descobri o "viciante" poker! Lógico que já conhecia um pouco, e já havia jogado algumas partidas apostando feijões, nada muito sério e muiiiiiiiito tempo atrás. ADOREI!

Novata, numa mesa com quatro "profissionais", óbvio que quase fui depenada. :)
Minha melhor mão foi um Full House com três reis e um par de ases. Mas perdi para uma Four de damas. Coisas do poker, quando você acha que está abafando, vem outro participante com um jogo melhor e...SCATAPLOFT! Você chimba! :)

Ah! E descobri que o poker tem milhões de variações. Confesso que fiquei um pouco "confusa" com tantas modalidades, mas gostei muito de um tal de Texas Holdem, onde os jogadores recebem duas cartas que os outros jogadores não conseguem ver. Em seguida cinco cartas são distribuídas abertas na mesa, sucessivamente. São cartas "comunitárias" que todos os jogadores podem usar para fazer uma mão de cinco cartas. Bacana!

O cacife (acho que é assim que se chama) era de R$ 20,00, razoável. No final das contas terminei com um prejuízo de R$ 17,00. Para uma iniciante, e com jogadores experientes, acho que não fui tão mal, mas também não contei com a famosa "sorte de principiante". :)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

FUTILIDADES!



Ontem eu estava péssima. Trabalhei sem muita animação. Não almocei. Às 17 horas decidi tomar uma atitude para levantar o meu astral. Pensei ver o pôr-do-sol no Porto da Barra, fazer uma massagem relaxante, tomar um café com minhas amigas, mas quando estava passando em frente ao Ondina Apart Hotel lembrei da minha vendedora de roupas favorita, a Claudinha (da Una Via). Parei o carro. Entrei na loja. Fui super bem tratada, como sempre, aliás, acho que é por isso acabo voltando sempre lá: água, café, coca zero e...milhões de roupas lindas! Racionalmente a última coisa que eu deveria fazer era gastar. Não devia mesmo! Mas acabei gastando. Uma calça, três blusas, um par de sapatos e vários $$$$ a menos no banco depois, saí da loja. Fui comer alguma coisa num café ali pertinho, porque, àquela altura, meu estômago estava rodando, já que minha última refeição havia sido o café da manhã. Ao sair do café avistei um salão de beleza, tudo tão pertinho (essas conveniências é que matam uma mulher consumista!). Pensei: já gastei o que não podia, um pouquinho a mais um pouquinho a menos não vai fazer muita diferença (eu sei que faz! Mas ontem eu não estava querendo ser racional, muito menos economicamente correta!). Perto das 21 horas saí do salão bem mais feliz, mais "lisa", ligeiramente mais loira, pés e mãos lindos e com a auto-estima lá em cima!
Liguei para minha amiga Angie, que é sul-africana e vai embora do Brasil hoje e fomos tomar uma cervejinha no Moema, lá no Rio Vermelho, para nos despedirmos. Conversa boa e muitas risadas depois, voltei para casa: meio falida, mas com a alma renovada e o astral muito melhor do que às 9 da manhã!
Acordei hoje e pensei: como sou fútil! Mas logo em seguida sorri e pensei: definitivamente, um pouco de futilidade, às vezes, ajuda a melhorar - e muito! - o humor de uma mulher!
:)

quinta-feira, 15 de maio de 2008

DE NADA PARA LUGAR NENHUM!



Tudo que eu queria hoje era poder sair por aí...sem destino e sem olhar para trás! Sair correndo...fugir de tudo! O único problema é que não dá para fugir de mim, das minhas angústias...

É, acordei mais chata que nunca: melancólica, azeda, nostálgica, saudosa e querendo ter o poder de voltar no tempo (quem não tem esse sonho?).
Queria começar de novo. Fazer tudo diferente, rever todas as minhas escolhas. Não posso!

Então, vou respirar fundo, espantar o baixo astral (ou tentar, pelo menos!), comer um chocolate (!) e seguir em frente torcendo para que, logo ali, numa dessas esquinas da vida, alguma coisa boa me faça sorrir, DE VERDADE, novamente! :)


quarta-feira, 14 de maio de 2008

O FRIO DOS BAIANOS...




A muito tempo eu me divirto vendo a indumentária dos baianos modificar-se totalmente em dias de chuva. E note bem que não é necessário fazer um pouco de frio, mas apenas começar a chover!
Basta cair um pingo d´água na cidade que os soteropolitanos se armam, não apenas de providenciais guarda-chuvas e sombrinhas, mas principalmente com seus agasalhos invernosos.
E nas baladas não é raro ver as fashionistas de plantão lançarem mão das suas botas de cano longo (e eu me incluo nessa categoria! Adoro uma bota! Já tive várias, mesmo morando aqui em Salvador. Atualmente tenho apenas uma, basiquinha, mas que ainda não utilizei nesse outono chuvoso).
É engraçado perceber as pessoas "aproveitando" a chuva para usar blusas de mangas compridas e, em bom baianês, seus "capotes".
Antes de começar a escrever esse post verifiquei a temperatura: 26oC. Uma temperatura agradabilíssima. Aliás, eu adoraria que essa fosse a temperatura padrão em Salvador, mas sem a chuva, claro! Porque, como a maioria das cidades brasileiras, Salvador não tem nenhuma estrutura para enfrentar a temporada de chuvas. E aí o caos é completo: encostas cedendo, casas desabando, famílias desabrigadas, caos no trânsito, enfim, esses horrores todos.
Mas, deixando as mazelas de lado e voltado ao tópico "com que roupa eu vou", é muito divertido ver as pessoas vestidas como se estivessem num inverno londrino. E as lojas então? Colocam em suas vitrines manequins vestidas com casacos de lã, meias grossas, gorros, casacos pesadíssimos. Fico até confusa!!! Onde eu estou mesmo???? Quem será que compra isso aqui em Salvador??? :)
Sou soteropolitana, amo minha cidade, mas me identifico totalmente com os lugares que realmente fazem frio: é bom para dormir, tomar um café, um chocolate quente, as pessoas conseguem ficar arrumadas o dia inteiro. Aqui em Salvador a pele fica brilhando, a maquiagem derrete, a gente sua por todos os poros e lá se vai a elegância pelo ralo, arrastada pela calor e umidade.
Mas o que posso fazer? Moro numa cidade tropical. Temos chuva sim, mas frio?? No máximo uma "fresquinha gostooooosaaaa"...:)
Ah gente! Eu vou continuar achando engraçadíssimo ver o povo todo agasalhado, apenas, por causa da chuva. :)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

TENTANDO AMENIZAR MINHA DOR, ESCREVI...

Saudade. Tempo. Perda. Dor. Rituais. Comportamento.
Dor.
Na última terça-feira, 06/05/08, seria o aniversário da minha mãe. O segundo aniversário dela sem estar presente conosco. Tudo tão rápido. Meu Deus! Às vezes eu queria que o ano de 2006 fosse abolido do meu calendário, como isso não é possível sigo em frente sorrindo e brincando, mas carregando comigo uma dor que não divido com ninguém, que mantenho trancada dentro de mim. É uma dor no peito que não cessa, nunca cessará e com a qual ainda estou tentando aprender a conviver. Percebi que preciso falar sobre a minha perda e foi por isso que resolvi escrever e compartilhar um pouquinho dessa minha dor.

Comportamento.
Na época da doença da minha mãe algumas pessoas estranharam meu comportamento. Até eu me surpreendi. Achei que iria desmoronar. Mas não aconteceu. É incrível a força que aparece e que nos sustenta nessas ocasiões. Acho que nunca temos a atitude correta, mas apenas aquela que julgamos mais acertada em determinado momento ou situação. Foi por isso que, naquele momento e naquela situação, eu optei por reprimir o choro e guardar a dor. Guardei muito bem escondida, para que ninguém visse como eu estava sofrendo. Principalmente minha mãe. Queria que ela me visse como sempre fui: forte e alegre! Se foi certo ou errado, não sei. Mas foi minha opção naquele momento, foi como agi.

Perda.
Quando perdi minha mãe, perdi minha fortaleza. Perdi a pessoa que mais me amava no mundo. Aquela pessoa que se eu sentisse um dorzinha qualquer se preocupava e me ligava várias vezes para saber se eu estava bem. Aquela que me ajudava, mesmo quando eu fazia minhas besteiras. Aquela que sempre queria me aconselhar para o meu bem, mas que eu nunca soube escutar de verdade (na minha arrogância eu não tinha muita paciência, achava que minhas verdades eram únicas). Hoje eu queria tanto que ela me desse um conselho, um abraço, que me desse colo. Tenho tantas coisas que queria contar para ela. Dividir meus problemas. Compartilhar minhas conquistas. Beber das suas sábias palavras, ou, simplesmente, ouvir a sua voz falando comigo de novo! Mas aquela mulher que me amava com todos os meus defeitos, com minha TPM terrível, com minha chatice crônica, meus arroubos de mau humor, meu gênio explosivo, minha intolerância, minha arrogância, meu individualismo, minha mania de ser a dona da verdade, enfim, aquela mulher que me amava, sobretudo, pelos meus defeitos, foi embora! E eu nunca mais poderei compartilhar meus momentos com ela, sejam eles bons ou ruins. Minha mãe, meu amor incondicional, não está mais aqui. Perdi meu porto seguro.

Tempo.
Lembro que no dia do velório muitas pessoas tentavam me confortar com a seguinte frase: “com o tempo tudo vai melhorar...” A intenção era a melhor, eu sei! Mas isso é um ledo engano. Descobri que essa máxima não se aplica à perda da minha mãe. Nunca se aplicará. O tempo pode até curar algumas dores, disso não duvido. Cura a dor do coração partido, das desilusões, das decepções, das mágoas, cura até algumas frustrações. Mas o tempo não cura a dor de perder a mãe, o pai, o filho ou o irmão. Ah, essas dores não tem cura!

Rituais.
Eu quero muito ter um ritual para homenagear minha mãe. Ainda não tenho. As cinzas dela foram levadas para Conceição do Coité, sua cidade natal, ou seja, eu não tenha nenhum lugar, mesmo que simbólico, para visitá-la. O único lugar no qual a visito constantemente é nas minhas memórias.
Pensei em mandar rezar uma missa na terça-feira, dia 06/05 na Igreja da Piedade (que ela freqüentava). Desisti. Não conseguiria entrar lá. Mas quero um ritual. Quero um momento de conexão com minhas dores, minha saudade, meus pensamentos. Preciso disso.
Segunda, 05/06, pensei: já que não mandei rezar a missa na Piedade vou ao Bonfim logo pela manhã (minha mãe adorava essa igreja). Achei apropriado e pensei: “poxa, esse pode ser o lugar para meu ritual simbólico”.
Manhã de terça-feira, 06/05 – dia do aniversário de minha mãe: tinha um ótimo motivo e tinha tempo disponível, mas eu não fui ao Bonfim!
Tarde de terça-feira, 06/05: estava na Pituba e pensei ‘vou à igreja Nossa Senhora da Luz rezar pelo aniversário da minha mãe’. Tinha o motivo, a oportunidade e tinha tempo. Mais uma vez eu não fui!
Simples assim. Sem desculpas. Não fui. O aniversário da minha mãe passou e eu não lhe rendi nenhum homenagem. Queria ter rezado pela minha mãe. Mas não o fiz. Só pensei muito nela... Como sempre o faço: com muita saudade!
Lembro que ano passado aconteceu a mesma coisa, o dia 06/05 caiu num domingo. Eu estava em Cape Town e tinha uma igreja bem pertinho da minha casa, dava para ir andando. Já na noite anterior me programei mentalmente para acordar cedo e assistir a missa das 8h. Realmente acordei cedo. Realmente saí de casa em direção à igrejinha antes das oito horas. Porém, no meio do caminho, desviei. Virei à direita e sentei no News Café. Decidi tomar café e não mais ir à igreja. Liguei para minhas amigas e acabamos tomando o café da manhã por lá. Depois fomos para outros lugares e acabei só retornando para casa muito tarde da noite. Não consegui rezar pela minha mãe no dia do seu aniversário. Queria tê-lo feito. Mas não o fiz!
Não que eu não reze ou faça orações para ela. Eu o faço. Mas não consigo fazê-lo nesses dias mais especiais: o aniversário dela (06/05), o dia das mães (segundo domingo de maio) e a data da sua morte (05/08). Tenho pensado muitas coisas, mas realmente não sei o que me trava! Fuga? Covardia? Medo de encarar as coisas tais como elas são? Medo de ser humana e chorar compulsivamente? Tenho conversado muito com minha psicóloga sobre isso. Espero poder encontrar a resposta.
Ainda quero um ritual.
O próximo domingo é dia das mães!

Saudade.
Já se passou um ano e nove meses desde que minha mãe se foi e a dor hoje é muito mais pungente do que no dia 05/08/06, quando ela faleceu. Aliás, é maior também do que a dor que senti no dia 31/03/06 quando soube que eu não teria mais nenhum natal ao lado dela, já que só lhe restava em torno de seis meses de vida. Ela viveu apenas quatro.
Isso foi muito cruel.
Percebi que aproveitei tão pouco minha mãe. Ela era tão fantástica, tão extraordinária. Poderia ter aprendido tanto com sua sabedoria, com sua bondade, com sua sensatez, com seu equilíbrio... Além disso, poderia ter aprendido também com seus dotes culinários, com seus múltiplos dotes artísticos. Mas aprendi muito pouco. Sempre achei que ela viveria muitos e muitos anos, até morrer bem velhinha e acreditava que ela estaria aqui para me ensinar todas essas coisas no momento certo. Mas descobri, tarde demais, que o momento certo é o hoje, o agora. Naquela época não sabia disso. Minha mãe tinha apenas 62 anos, eu achava que tínhamos muitos anos juntas. Como eu poderia imaginar que tudo mudaria tão rápido? Que em apenas quatro meses ela não estaria mais comigo? Que me restaria apenas recordações, uma enorme saudade e uma dor que nada consegue deter?
Como não sentir saudade da “Spilberg” da família? Da artista talentosa, que além de saber fazer coisas lindíssimas com as mãos, não perdia uma oportunidade de entreter a família com suas peças de teatro, musicais, estórias ou apenas brincadeiras divertidas. Ela tinha uma criatividade fenomenal! Sempre bolando algo diferente para abrilhantar os momentos familiares.
Mãe, é assim que eu sinto hoje, uma saudade cada vez maior, uma admiração que não se apaga e uma vontade enorme de pode olhar para você e dizer: Eu te amo! Você foi fantástica. A mulher mais especial do mundo e a mãe mais maravilhosa que eu poderia ter. Obrigada por tudo. Por ter sido tão dedicada, por ter me criado tão bem, por ter me ajudado em tantos momentos, por ter me aceitado com todos os meus defeitos (e eu sei que não são poucos!!!). E, principalmente, ter me amado tão intensamente.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

RIR AINDA É UM DOS MELHORES REMÉDIOS.


Ontem foi aniversário da minha amiga Lillyan. Fomos para o MOEMA, um simpático bar no Rio Vermelho. Não conhecia e devo confessar que gostei bastante. Música agradável (nada de axé!!!!!), garçons gentis, cerveja gelada e comida gostosa. A noite foi divertidíssima, aliás, como sempre!
Noite regada a muitas risadas. Faz um bem danado para a alma. Cheguei em casa às 2 horas da manhã. Ainda baixei as fotos no Picasa de Lillyan, para que Mikie e Sylvia, uma em Santo André e outra no Rio, respectivamente, pudessem compartilhar conosco, mesmo que de longe o aniversário da nossa amiga. Resultado: dormi quase às 4 horas da manhã e acordei antes das 10 horas. Estou um caco! Mas valeu a pena.
Agora estou me preparando para a maratona da semana que vem. Vamos começar as despedidas de Johnny e logo depois tem feriadão em Salvador com visitas ilustres: Anna Cláudia (from Floripa) e Sylvia (from Rio). Minha corrente “alcoólica” não será a mesma depois do dia 26/05. Acho que vou começar, desde já, um ENGOVTERAPIA para fortalecer o fígado.

terça-feira, 6 de maio de 2008

segunda-feira, 5 de maio de 2008

CERVEJA

"Sem dúvida, a maior invenção da humanidade foi a cerveja. Tudo bem, a roda também foi importante, mas garanto que ela não desce tão bem acompanhada de uma pizza."
(Dave Berry)

domingo, 4 de maio de 2008

OBRIGADO BAHÊÊÊÊÊÊA!!!!!!!



Melhor que ser BI-campeão bahiano é ser bi-campeão com ajuda do Bahia!
PLACAR DOS JOGOS DE HOJE:
BAHIA 5 X 0 CONQUISTA
VITÓRIA 5 X 1 ITABUNA

O placar de 5 X 0 (para o Bahia) foi lindo, principalmente quando PERDER por apenas 1 X 0 daria a vitória do campeonato para outro Vitória...o da Conquista. :)

A única coisa que posso dizer hoje para a torcida do Bahêa é:

SENTA! SENTA! SENTA QUE É DE MENTA!!!!!!!!!!!!!!!






:)

sábado, 3 de maio de 2008

INVEJA É SODA!


Descobri que sofro desse mal, a inveja. E é uma coisa generalizada, não é canalizada para algo ou alguém especificamente, mais ou menos assim:
Tenho inveja de quem tem um programa de rádio bacana, de quem leu Dostoiévski, de quem sabe fazer conta de cabeça, de quem canta bem, tenho muita inveja ainda de quem tem mãe viva, de quem tem filhos, de escritores talentosos, de quem come quilos de chocolate e não engorda, mas ultimamente tem uma inveja que está me matando:
A inveja das pessoas que se permitem sofrer por amor!
Pode parecer estranho, mas acho tão bonito isso de se esvair em lágrimas por alguém. Acho mesmo! De verdade! Lembrando Descartes, deveria existir uma máxima para algumas mulheres: "'Sofro', logo existo!"
Invejo as pessoas que sofrem no estilo melodrama mexicano, choram até o coração ficar apertado e pensam que o mundo não tem mais sentido sem aquele "moço" fazendo parte dele!
Mas não gosto do estilo "sofrimento eterno". Isso não, de jeito nenhum! Mas alguns dias ou semanas de dor do peito, isso deve fazer bem para a alma. Isso é bonito! Um pouco de tristeza antes de "levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima!"
Acho que falta isso na minha vida, não costumo me permitir viver o luto do final das minhas relações. Nos últimos anos o meu comportamento mais se assemelha à "filosofia" puríssima cantada(?) pelo Bonde do Maluco (?!?): "...não vale mais chorar por ele..."
Não que eu não chore, eu choro...choro muito! Só não choro pelos meus amores. Choro lendo Luna Clara e Apollo XI, choro assistindo Cinema Paradiso pela 15a. vez, choro vendo as fotos da minha mãe...ah! E quando quero fazer a "terapia do choro compulsivo", basta colocar um cd do Chico Buarque que começo a chorar copiosamente. Por exemplo, ouvir "Trocando em Miúdos" ou "Eu Te Amo" é choro garantido:
****
"Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim / Não me valeu / Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim! / O resto é seu / Trocando em miúdos, pode guardar / As sobras de tudo que chamam lar / As sombras de tudo que fomos nós / As marcas de amor nos nossos lençóis / As nossas melhores lembranças / Aquela esperança de tudo se ajeitar / Pode esquecer / Aquela aliança, você pode empenhar / Ou derreter / Mas devo dizer que não vou lhe dar / O enorme prazer de me ver chorar / Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago / Meu peito tão dilacerado / Aliás / Aceite uma ajuda do seu futuro amor / Pro aluguel / Devolva o Neruda que você me tomou / E nunca leu / Eu bato o portão sem fazer alarde / Eu levo a carteira de identidade / Uma saideira, muita saudade / E a leve impressão de que já vou tarde."
*****
Ah, se já perdemos a noção da hora / Se juntos já jogamos tudo fora / Me conta agora como hei de partir / Ah, se ao te conhecer / Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios / Rompi com o mundo, queimei meus navios / Me diz pra onde é que ainda posso ir / Se nós nas travessuras das noites eternas / Já confundimos tanto as nossas pernas / Diz com que pernas eu devo seguir / Se entornaste a nossa sorte pelo chão / Se na bagunça do teu coração / Meu sangue errou de veia e se perdeu / Como, se na desordem do armário embutido / Meu paletó enlaça o teu vestido / E o meu sapato ainda pisa no teu / Como, se nos amamos feito dois pagãos / Teus seios ainda estão nas minhas mãos / Me explica com que cara eu vou sair / Não, acho que estás te fazendo de tonta /Te dei meus olhos pra tomares conta / Agora conta como hei de partir.
*****
Adoro chorar a estória de amor alheia, já que as minhas eu parei de chorar muitos anos atrás, mais precisamente no Farol da Barra. Pena que não existia iPod naquela época, já pensou que tiro certeiro esse trio: coração despedaçado, visual lindo e Chico Buarque ao fundo??? Renderia pelo menos umas 4 horas de choro ininterrupto! Mas eu devo ter ficado por lá uns 50 minutos. Chorando e fungando, chorando e perguntando porquê, chorando e perguntando o que eu tinha feito de errado...mas por fim sequei as lágrimas, tranquei meu coração e vou seguindo assim...às vezes me deixando arrebatar, mas com os dois pés sempre bem fincados no chão e sem arroubos de melodramas mexicanos.
Não que não tenha chorado outras perdas amorosas e queridas, chorei sim! Algumas mais, algumas menos, mas sempre sendo racional, um choro contido, mais cerebral! Sem realmente deixar o coração comandar o espetáculo.
E é disso que tenho inveja hoje, dessa intensidade toda! E devo confessar que, felizmente, isso espanta um pouco o meu cinismo e me dá uma certa esperança de que um dia, algum dia, eu me deixe levar nas asas de uma paixão louca e arrebatadora novamente! Não necessariamente para sofrer ao final dela, mas, principalmente, para ter aquela sensação de andar de montanha russa de novo!

:)


A ESTÓRIA DE THAÁ!: "apaga depois de ler!"

Estávamos na Cia da Pizza outro dia quando Johnny nos contou a estória de Thaá e eu ADOREI! Ele contou uma versão resumida, claro! Bem ao estilo masculino. Agora eu vou contar a versão da Thaá, longa e detalhada:

Thaá é o nome que uma moça utiliza no orkut, imagino que o nome real dela deve ser algo tipo: Thaálismara, Thaáliana, Thaáyara ou algo do gênero. Mas isso não vem ao caso e sim a estória de um dos seus depoimentos.


Tudo começou no dia que Thaá saiu para tomar um chopp com Miguel (este também possuidor de uma página no orkut!), um garboso, fogoso e insaciável rapaz (imagino isso pelo tal depoimento da Tah!). Conversa daqui, olhares intensos dali e Miguel acaba por passar a mão nas pernas de Thaá, essa por sua vez é toda receptiva aos carinhos dele. Pronto! Não dá outra: eles pedem a conta e vão parar no Motel Do-Ré-Mi, aquele ali na Pituba. Já no ônibus estavam se pegando, um fogo daqueles! Saltaram na Manoel Dias e, finalmente, adentraram o referido motel. Miguel negociou o quarto mais barato com o recepcionista, claro! Afinal de contas para que impressionar com a suíte ecológica se a merenda já estava garantida??

Entre as quatro paredes rolou DE UM TUDO!!!! Ou melhor...QUASE tudo.

Faltando apenas 20 minutos para acabar o período de duas horas Miguel resolveu fazer uma abordagem "traseira" na garota. Thaá, ao sentir uma pressão na porta de saída gritou:

OPA!!!! Aí não, violão!!!!

Miguel ainda tentou, falou, argumentou, pediu, cantou e quase até chorou para a garota "liberar o tonho sem ele dar 10 conto!" E Thaá dizendo NÃO! Foi quando decidiu apelar para uma famosa frase masculina:


"Poxa Thaá, se você gostasse mesmo de mim vc liberava..."

Mas a Thaá era dura na queda, e como já tinha "dado" para ele, achou que conseguiria garantir um segundo encontro segurando o engate na traseira!

Miguel ficou emputecido! Falou...falou...falou, mas não obteve êxito na sua empreitada. Vencidas as duas horas Thaá e Miguel saíram do motel.

Visões diferentes do encontro:

THAÁ - achando que tinha arrumado um namorado.

MIGUEL - puto porque não conseguiu entrar de ré na garagem da garota!

Mesmo sem trocar uma palavra com ela e com cara de poucos amigos, Miguel foi um cavalheiro e aguardou no ponto até ela pegar o ônibus para casa, um gentleman! (levar em casa de busú é phoda! Esperar no ponto já foi um ato de cavalheirismo e tanto).

Despediram-se com um selinho.

Thaá chega em casa, toda suspiros, achando que tinha "arrasado" com o rapaz e por isso decidiu dar sua cartada fatal: uma mensagem picante. E qual o veículo escolhido? O orkut, claro! Um local com a privacidade necessária para isso.

Como obter privacidade? Ora, mandando um depoimento e colocando assim:

APAGA DEPOIS DE LER TÁ???

O que ela escreveu?

Uma singela mensagem:
"Miguel, adorei a noite, você é um homem como poucos: viril, caliente e incansável! Só fiquei um pouco chateada com o lance do anal. Poxa, você tem que entender, era a primeira vez. A gente precisa ir aos poucos, da próxima vez você capricha no lubrificante e gente pode tentar, ok?

OLHA...NÃO ACEITA ESSE DEPOIMENTO NÃO, HEIN????? APAGA DEPOIS DE LER"

5 minutos depois ela entra no orkut para ver se o Miguel escreveu algo para ela...NADA!

15 minutos depois...NADA!

30 minutos depois ela decide deixar outra mensagem, agora mais discreta, na página de recados. Ela entra e percebe um assunto recorrente nas msgs deixadas pelos amigos dele:

"Comedor de c*!"

Choque! Espanto! Indignação!

Thaá pensa: Como assim??? Como ele foi capaz de aceitar o depoimento???? EU DISSE PARA NÃO ACEITAR!!!!

Enfurecida ela se arma de coragem e manda um recado:

"VOCÊ é UM IDIOTA MESMO" (me pergunto se "ele" foi o idiota...mas não vou ficar conjecturando...)

O melhor de tudo foram as mensagens dos amigos depois da Tah! chamá-lo de idiota...
"Porra velho vc é um otário, comia o c* primeiro, depois colocava o depô!"

"Perdeu de comer o c* da mina, meu!"

"Aêêê Miguel: comedor de c*!!!"

Não descobri se houve um final feliz para os dois. Será que Thaá perdoou Miguel e liberou o dito pra ele? Será que Thaá aprendeu a não enviar esse tipo de mensagem, mesmo que no depoimento? Será que eles estão juntinhos até hoje? Essas questões, importantíssimas, não param de rondar minha mente!
Na foto acima está o registro do ocorrido.

Pois é, esses são os tempos do orkut. Por isso, pensem duas vezes antes de enviar um depoimento para alguém, mesmo seguido dessas palavrinhas:

NÃO VAI ACEITAR O DEPOIMENTO NÃO, HEIN???

:)